
O Ministério Público de Goiás (MPGO) iniciou na última terça-feira a Operação Penalidade Máxima II, que investiga manipulação de resultados de jogos de futebol. A suspeita é de que o grupo criminoso tenha atuado em partidas da Série A do Brasileiro e esse esquema poderia ter movimentado quase R$ 1 milhão — isso porque, de acordo com a investigação, nove atletas estão envolvidos e eles recebiam de R$ 50 mil a R$ 100 mil para cumprirem determinadas ações durante o jogo, como tomar um cartão ou cometer um pênalti.
Nesta quarta-feira, o quinto alvo da operação foi divulgado pela Rádio Bandeirantes Goiânia. Trata-se do lateral-esquerdo Moraes Júnior, ex-jogador do Juventude e que atualmente joga pelo Atlético Goianiense. O jogador de 25 anos recebeu um mandato de busca e apreensão, assim como o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense. De acordo com o ge, os outros investigados são o lateral-esquerdo Igor Cariús, do Sport, o meia Gabriel Tota, ex-Juventude e atualmente no Ypiranga-RS, e o zagueiro Kevin Lomónaco, do Bragantino.
Veja abaixo a lista dos jogos investigados pelas autoridades nessa fase da operação:
- Juventude x Palmeiras, no dia 10 de setembro de 2022
- Santos x Avaí, no dia 5 de novembro
- Bragantino x América Mineiro, no dia 5 de novembro
- Goiás x Juventude, no dia 5 de novembro
- Cuiabá x Palmeiras, no dia 6 de novembro
- Santos x Botafogo, no dia 10 de novembro
Há ainda jogos de Campeonatos Estaduais que também foram alvos do MP. Tratam-se de partidas como Goiás x Goiânia, Caxias x São Luiz, Esportivo x Novo Hamburgo, Luverdense x Operário de Várzea Grande, Guarani x Portuguesa.
Entenda a atuação do grupo
De acordo com o Ministério Público, os atletas cooptados manipulavam os confrontos de diversas maneiras como, por exemplo, forçar punição a determinado jogador por cartão amarelo ou vermelho, cometer penalidade máxima e assegurar o número de escanteios da partida. Garantir a derrota da equipe também era uma das práticas.
Os indícios mostram que as condutas previamente combinadas tinham o objetivo de gerar grandes lucros aos envolvidos em apostas realizadas em sites de casas esportivas. Para isso, eram utilizadas cadastradas em nome de terceiros para aumentar os rendimentos.
Com informações de: O Globo







