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Em uma troca de mensagem de 7 de abril de 2025, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse à namorada, a influencer Martha Graeff, que “esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia” e relatou “ataques” de concorrentes.

Conteúdos do celular de Vorcaro vieram à tona após ele ser preso, na quarta-feira (4/3), em uma fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar venda de títulos falsos e suspeitas de lavagem de dinheiro e manipulação de mercado, além da cooptação de agentes públicos e intimidação de jornalistas.

Nas mensagens, Martha pergunta a Vorcaro como havia sido o seu dia e o banqueiro responde: “Sobrevivi a mais um dia”. Depois, ele relata que está passando por “uma guerra”.

Martha Graeff e Daniel Vorcaro; banqueri escreveu para a namorada de Londres após discurso

“To na adrenalina. Ainda na guerra. Não sei se passou. Preciso chegar no final. Como fiquei muito exposto ficou muito arriscado, Mas tá caminhando para resolver. Andre baixou a guarda e ataques diminuíram bem”, diz Vorcaro à Martha. Ela responde que “eles” não iam deixar ele “sair assim por cima”.

Vorcaro concorda e compara o mundo dos bancos à máfia.

“Verdade. Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”, diz o banqueiro.

À época das mensagens, Vorcaro queria que o Banco Central (BC) aprovasse a compra do Master pelo BRB e acusava, nos bastidores, o dono do BTG Pactual, André Esteves, de pressionar o BC a não aprovar o negócio.

Vorcaro relata ataques de André

Na troca de mensagens de abril do ano passado, não é possível afirmar quem é o “André”, que estaria atacando Vorcaro. Mas em outra mensagem encaminhada à Martha, em 11 de julho de 2024, ela envia uma foto ao banqueiro e ele não responde.

Diante da cobrança da namorada, o dono do Master diz que está lidando com um ataque de André Esteves.

“To resolvendo um ataque de midia que o Andre Esteves fez agora aqui amor, desculpe”, diz Vorcaro em mensagem.

Nesta semana, Vorcaro foi preso pela segunda vez. A primeira prisão foi em novembro do ano passado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A PF suspeita que o banqueiro estavivesse tentando fugir do país em um jato particular. Ele foi solto dez dias depois com o cumprimento de medidas cautelares e monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Com informações de Metrópoles.

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