
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (5) um novo pacote de acusações criminais e recompensas que somam mais de US$ 100 milhões por informações que levem à prisão de oito supostos líderes do Cartel Jalisco Nova Geração, organização classificada como terrorista pelo presidente Donald Trump em fevereiro de 2025.
As medidas foram divulgadas durante uma coletiva de imprensa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirmou que a iniciativa faz parte da estratégia para combater o tráfico internacional de drogas e as atividades violentas atribuídas ao cartel.
Os oito investigados respondem por acusações relacionadas ao tráfico de entorpecentes destinados aos Estados Unidos e, em alguns casos, também por conspiração para lavagem de dinheiro.
Recompensas milionárias
Entre os principais alvos está Juan Carlos Valencia González, enteado do traficante Nemesio Oseguera Cervantes, apontado pelos Estados Unidos como líder do CJNG. A recompensa por informações que levem à sua captura foi elevada para US$ 25 milhões.
Outros três integrantes do cartel têm recompensas fixadas em até US$ 15 milhões cada:
- Audias Flores Silva;
- Julio Alberto Castillo Rodríguez;
- Gonzalo Mendoza Gaytán.
Flores Silva foi preso no México em abril deste ano, e as autoridades americanas avaliam a possibilidade de solicitar sua extradição.
Também estão na lista de procurados:
- Ricardo Ruiz Velasco;
- Julio César Montero Pinzón;
- Carlos Andrés Rivera Varela, todos com recompensas de até US$ 10 milhões.
Já a recompensa por informações sobre Griselda Margarita Arredondo Pinzón foi fixada em US$ 2 milhões.
Combate ao crime organizado
Durante o anúncio, o secretário interino de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou que a iniciativa integra os esforços do governo para enfraquecer organizações criminosas que atuam no tráfico internacional de drogas.
Segundo as autoridades americanas, o CJNG continua sendo considerado um dos grupos criminosos mais violentos do continente, com atuação em atividades como tráfico de drogas, sequestros, extorsão, tráfico de pessoas e roubo de combustível.
Além das ações contra os integrantes do cartel, o governo dos Estados Unidos também tem aplicado sanções econômicas contra empresas mexicanas apontadas como responsáveis por apoiar financeiramente a organização criminosa, buscando interromper o fluxo de recursos utilizado pelo grupo.







