Foto tirada em 20 de junho de 2026 mostra o Estreito de Ormuz perto de Khasab, uma pequena cidade no norte de Omã. (Xinhua/Wen Xinnian)

 Forças dos Estados Unidos realizaram neste domingo (30) um ataque contra duas plataformas de lançamento de foguetes na ilha de Larak, no Irã, em meio à escalada militar no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Integrantes da Guarda Revolucionária do Irã estariam se preparando para lançar foguetes e instalar minas marítimas na região quando foram atingidos.

“Posso confirmar que, mais cedo neste domingo, forças dos EUA atingiram duas plataformas de lançamento iranianas na ilha de Larak. Integrantes da Guarda Revolucionária do Irã foram vistos se preparando para lançar foguetes e colocar minas marítimas no Estreito de Ormuz”, afirmou o representante do governo dos Estados Unidos.

Foi o primeiro ataque conhecido dos EUA contra o Irã desde o fim de julho. De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada ao governo de Teerã, a operação norte-americana teria sido realizada com o uso de um drone.

Após o ataque, o Irã afirmou ter respondido com o lançamento de mísseis balísticos contra as bases norte-americanas King Hussein e Al Azraq, na Jordânia. A Guarda Revolucionária disse que a ofensiva deixou militares e civis mortos e feridos, sem detalhar números.

Segundo a imprensa estatal iraniana, a Guarda Revolucionária também prometeu retaliação. O grupo afirmou que Teerã vai “responder e punir” os responsáveis pelo ataque à ilha de Larak.

A ação ocorre dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que todas as minas haviam sido detonadas ou retiradas das águas internacionais do Estreito de Ormuz. Trump também declarou que o Irã havia sido avisado de que qualquer embarcação usada para instalar novas minas na região seria destruída.

O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Antes do conflito, cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo passava pela região, o que torna qualquer escalada militar no local um fator de risco para o mercado global de energia.

Nas últimas semanas, o conflito havia chegado a um impasse, enquanto Washington ameaçava impor sanções severas a países que apoiassem o Irã. Antes da ofensiva deste domingo, os últimos ataques conhecidos dos Estados Unidos contra alvos iranianos haviam ocorrido no fim de julho.

A guerra começou após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã lançou ofensivas contra Israel e contra países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas.

O conflito já dura seis meses e provocou o bloqueio do Estreito de Ormuz. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, somados às ofensivas israelenses no Líbano, deixaram milhares de mortos e obrigaram milhões de pessoas a deixarem suas casas. Dezoito militares norte-americanos também morreram desde o início da guerra.

Com informações do Brasil 247.

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