Tarifaço: decisão dos EUA deve sair nesta quarta. O que está em jogo? - Reprodução/Metrópoles

O governo dos Estados Unidos deve anunciar nesta quarta-feira (15) se ampliará as tarifas sobre produtos brasileiros, medida que pode afetar cerca de 4 mil itens exportados pelo Brasil e atingir aproximadamente US$ 14,9 bilhões em vendas ao mercado norte-americano, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A expectativa é que Washington confirme uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos investigados pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). Caso a medida seja adotada, produtos brasileiros podem perder competitividade no mercado americano devido ao aumento de preços.

Os setores mais expostos são principalmente os da indústria, com destaque para:

  • Ferro-gusa;
  • Açúcar de cana;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Tabaco processado;
  • Hidróxido de alumínio;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Produtos químicos;
  • Autopeças.

Como grande parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos é composta por insumos utilizados pela indústria americana, especialistas avaliam que as tarifas também podem elevar os custos de empresas nos próprios EUA.

Enquanto aguarda a decisão, o governo brasileiro mantém as negociações diplomáticas e argumenta que as sobretaxas prejudicam ambos os países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), representantes brasileiros voltaram a se reunir com autoridades americanas na véspera do anúncio para defender que não há justificativa técnica para a aplicação das tarifas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo estuda medidas para reduzir os impactos sobre os exportadores caso as tarifas sejam confirmadas. Entre as alternativas em análise estão uma nova Medida Provisória de apoio ao setor exportador e a possível utilização da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional.

Paralelamente, empresas brasileiras vêm ampliando a busca por novos mercados na Ásia, Oriente Médio e América Latina como estratégia para reduzir a dependência do mercado norte-americano e minimizar os efeitos de eventuais barreiras comerciais.

Com informações de Metrópoles

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