18/9/2025 REUTERS/Jeenah Moon

Os Estados Unidos prometeram US$ 2 bilhões (equivalente a cerca de R$ 11 bilhões) em ajuda humanitária para dezenas de milhões de pessoas que enfrentam fome e doenças em vários países em 2026, informou o Departamento de Estado em um comunicado nesta segunda-feira (29).

Os bilhões de dólares serão supervisionados pelo Ocha (Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários), informou o Departamento de Estado.

A agência americana afirmou que esse será um novo modelo de assistência acordado com a ONU que visa tornar o financiamento e a distribuição da ajuda mais eficientes.

Os EUA reduziram drasticamente os gastos com ajuda humanitária em 2025, e importantes doadores ocidentais, como a Alemanha, também diminuíram a assistência, priorizando o aumento dos gastos com defesa. Isso provocou uma grave crise de financiamento para as Nações Unidas.

Dados da ONU mostram que as contribuições humanitárias totais dos EUA para a organização caíram para cerca de US$ 3,38 bilhões (equivalente a cerca de R$ 18,7 bilhões) em 2025, o que equivale a cerca de 14,8% do total global.

Esse valor representa uma queda acentuada em relação aos US$ 14,1 bilhões do ano anterior (equivalente a cerca de R$ 78,1 bilhões) e ao pico de US$ 17,2 bilhões em 2022 (equivalente a cerca de R$ 95,3 bilhões).

No início de dezembro, as Nações Unidas lançaram um apelo de ajuda humanitária para 2026, no valor de US$ 23 bilhões (equivalente a cerca de R$ 127,4 bilhões), para alcançar 87 milhões de pessoas em situação de risco.

Isso equivale a metade dos US$ 47 bilhões solicitados para 2025, refletindo a queda acentuada no apoio de doadores, apesar das necessidades globais recordes.

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a resposta humanitária da ONU está sobrecarregada e subfinanciada, o que significa que “escolhas brutais” tiveram que ser feitas para priorizar os mais necessitados.

Com informações de CNN Brasil.

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