“Se um estudante ou qualquer pessoa nos Estados Unidos está envolvido em atividades que minam a ordem pública ou promovem grupos prejudiciais aos nossos interesses, não hesitaremos em agir. Um visto não é um direito, é uma concessão do governo dos EUA […] Se você se alinha com um grupo como o Hamas, que massacrou civis, ou outros grupos com intenções violentas, seu visto será revogado. Ninguém tem direito a um visto. Podemos revogar um visto a qualquer momento, se acharmos que alguém está comprometendo os interesses dos Estados Unidos”, declarou Rubio.
As declarações ocorreram após as autoridades americanas deterem e revogarem o visto de Rumeyse Oztuk, de 30 anos, estudante turca de doutorado na Universidade Tufts, perto de Boston. Ela havia manifestado apoio aos palestinos na guerra de Israel em Gaza.
Apoiadores de Rumeyse alegam que sua prisão foi a primeira, na região de Boston, envolvendo uma estudante estrangeira engajada em ativismo, sob o governo de Donald Trump.
Status para imigrantes
O governo Trump anunciou, na última semana, uma nova etapa de deportação em massa de imigrantes nos Estados Unidos. Conforme a previsão, mais de meio milhão de estrangeiros de Cuba, Nicarágua, Haiti e Venezuela serão atingidos pela medida.
Ao todo, cerca de 530 mil imigrantes terão o status legal temporário revogado. Eles eram protegidos, até então, por um programa de asilo promovido pelo governo do ex-presidente Joe Biden, que pretendia conceder meios de migração legal.
Ao assumir o cargo de presidente, no entanto, Donald Trump suspendeu o programa, por meio de decreto assinado no dia da posse, em 20 de janeiro deste ano, e agora a decisão será efetivada.
Todos os imigrantes, conforme o anunciado, foram avisados com antecedência, para que deixem o país antes que as respectivas autorizações e escudos de deportação sejam cancelados. O prazo final é o dia 24 de abril. A partir de então, serão realizadas as deportações de quem permanecer em solo norte-americano. Com Metrópoles.