
O governo dos Estados Unidos se posicionou contra o pedido de prisão domiciliar de Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro e ex-primeira-dama da Venezuela. A manifestação foi apresentada pelo gabinete do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York.
Segundo os promotores, a transferência para uma residência particular representaria “risco extremo de fuga” e “perigo para a comunidade”. A posição consta em um memorando apresentado à Justiça nesta quinta-feira (24).
Promotores citam possível pena de 40 anos
No documento, a acusação afirma que Flores pode enfrentar pena mínima de 40 anos de prisão caso seja condenada. Segundo os promotores, uma eventual sentença dessa magnitude representaria um incentivo significativo para uma fuga.
A acusação também considera que o fator seria ainda mais relevante em razão da idade de Flores, que tem 69 anos.
A defesa da venezuelana tem até 30 de setembro para apresentar uma resposta. O juiz federal Alvin K. Hellerstein marcou uma audiência sobre o pedido para 8 de outubro.
Defesa pediu prisão domiciliar por motivos de saúde
A defesa de Cilia Flores havia solicitado à Justiça a transferência para uma residência particular sob vigilância armada 24 horas por dia, monitoramento por GPS, restrição de visitas e escutas telefônicas, entre outras medidas.
Os advogados argumentaram que Flores não possui antecedentes criminais e que não apresentaria risco de fuga, afirmando que ela estaria disposta a acompanhar o processo até o fim.
A defesa também alegou que a venezuelana poderia ter sofrido um leve ataque cardíaco em julho e que precisaria passar por procedimentos invasivos, o que, segundo os advogados, exigiria condições de recuperação melhores do que as disponíveis no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
Os promotores contestaram esse argumento e afirmaram que a alegação médica não justificaria a transferência para prisão domiciliar.
Acusações contra Flores e Maduro
Cilia Flores e Nicolás Maduro respondem a acusações nos Estados Unidos relacionadas a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Os dois se declararam inocentes das acusações.
Os promotores afirmam que os acusados teriam recorrido a violência, sequestros, agressões e assassinatos para promover atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à corrupção. Essas são alegações da acusação e ainda serão analisadas pela Justiça.
O Ministério Público também sustenta que, caso fosse libertada sob fiança, Flores poderia tentar intimidar testemunhas e vítimas.
Julgamento está previsto para 2027
O processo ainda está em fase pré-processual. Segundo o cronograma judicial citado no caso, o julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.
Até que haja decisão definitiva, as acusações contra Cilia Flores e Nicolás Maduro permanecem sob análise da Justiça americana.







