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Novas informações indicam que os Estados Unidos provavelmente atingiram uma escola para meninas em Minab, no Irã, no primeiro dia dos ataques — 28 de fevereiro — devido ao uso de informações de inteligência desatualizadas. Fontes ouvidas por jornais norte-americanos afirmam que documentos em posse do país indicavam a existência de uma base naval no local onde funcionava a escola. O ataque matou ao menos 168 crianças.

O problema das informações desatualizadas

A escola primária Shajareh Tayebeh fica a cerca de 60 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Segundo a CNN Internacional, imagens de satélite de 2013 mostram que a escola e a base faziam parte do mesmo complexo. No entanto, imagens de 2016 já registram uma separação clara entre os dois locais — o que sugere que os dados utilizados no planejamento do ataque estavam defasados em pelo menos uma década.

As investigações sobre o caso ainda estão em andamento.

Versões em conflito

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou o ataque como um crime de guerra na quarta-feira (11/3):

“Um crime de guerra imperdoável e hediondo que não deve ficar impune”, declarou.

Um vídeo publicado no domingo (8/3) pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr mostra um míssil Tomahawk atingindo a base ao lado da escola primária. O Tomahawk é um míssil de longo alcance utilizado pelas Forças Armadas dos EUA há décadas.

O presidente norte-americano Donald Trump, por sua vez, sugeriu na segunda-feira (9/3) que o próprio Irã poderia ter sido responsável pelo ataque:

“Disseram-me que isso está sob investigação, mas os mísseis Tomahawk são usados por outros países. Seja o Irã ou outro país, o fato é que um Tomahawk, um míssil genérico, é vendido para outros países. Mas isso está sendo investigado neste momento”, afirmou.

ONU exige investigação imparcial

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) cobrou uma apuração urgente e independente sobre o caso. A porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, foi direta:

“O Alto Comissário exige uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo. Exigimos que divulguem as conclusões da investigação e garantam a responsabilização e a reparação das vítimas”.

Com informações de Metrópoles

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