O ex-policial militar Artur de Miranda Teixeira será julgado nesta terça-feira (10/11), dez anos após a morte de Livison Pontes de Lima, de 20 anos. O jovem foi baleado durante uma discussão na saída de uma festa universitária realizada em agosto de 2016, em Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro.

De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), Livison participava de uma confraternização de estudantes de medicina veterinária no Rancho dos Palmares quando começou uma discussão entre seu grupo de amigos e o então policial militar.

Conforme a denúncia, Artur permaneceu armado no local durante todo o evento. Depois que os seguranças pediram que os envolvidos deixassem a festa, o desentendimento continuou na área externa.

Nesse momento, segundo a acusação, o ex-policial sacou a arma e disparou na direção dos amigos da vítima. Um dos tiros atingiu Livison no peito.

O MPRJ denunciou Artur por homicídio duplamente qualificado. As qualificadoras apontadas são motivo fútil, por causa de uma discussão considerada banal, e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima, que foi atingida de surpresa.

O julgamento ocorre uma década após o crime, que terminou com a morte do estudante de 20 anos.

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