
A exoneração de José Carlos Simonin, até então subsecretário de Desenvolvimento e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (4). A decisão ocorreu após a repercussão do caso de estupro coletivo contra uma jovem, de 17 anos, em Copacabana, em que o filho de José, Vitor Hugo Oliveira Simonin, consta como investigado.
O subsecretário é advogado e integrava o Conselho Gestor do Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais, participava do Conselho Gestor do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social, ocupava a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e participou da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social.
Na segunda-feira (2), a secretária Rosangela Gomes (Republicanos), que chefia a pasta, informou, por meio das redes sociais, que tomou conhecimento das denúncias na noite anterior.
Em nota, afirmou que sua trajetória pessoal e a condução da pasta são pautadas pela defesa dos direitos das mulheres e pelo enfrentamento à violência.
A secretária também declararou que a Secretaria da Mulher está oferecendo suporte jurídico e psicológico à adolescente e aos familiares, por meio do governo estadual.
Em nota, o governo do Rio de Janeiro afirmou que “repudia veementemente o ato de violência cometido contra uma adolescente em Copacabana” e destacou que a Secretaria de Estado da Mulher prestará assistência psicológica à vítima e à família.
Entenda as investigações
Cinco jovens, quatro maiores de idade e um adolescente, foram indiciados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O crime teria ocorrido no dia 31 de janeiro, em Copacabana, na zona Sul da capital fluminense.
Dois dos envolvidos são estudantes do Colégio Pedro II, e um deles, menor de idade, seria ex-namorado da vítima.
De acordo com as investigações, o ato teria sido premeditado. A adolescente foi atraída ao apartamento do ex-companheiro após insistentes mensagens e ligações.
No imóvel, iniciou uma relação consensual com o adolescente, mas, segundo o inquérito, outros quatro jovens entraram no quarto sem consentimento. Ainda conforme a apuração, a vítima manifestou recusa, foi agredida fisicamente e sofreu violência sexual praticada pelo grupo.
Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e a saída dos suspeitos do prédio. Após deixar o local, a jovem procurou familiares e formalizou a denúncia. Exame pericial apontou lesões, hemorragia e presença de sêmen, elementos considerados compatíveis com o relato apresentado à polícia.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), Mattheus Verissimo Zoel Martins (19) e João Gabriel Xavier Bertho (19), que são considerados foragidos. O adolescente responderá conforme as normas do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
O Serrano Football Club informou o afastamento de João Gabriel, que integrava o elenco da equipe.
Em nota, o Colégio Pedro II comunicou a adoção de medidas administrativas, incluindo o desligamento de dois alunos citados na investigação: o adolescente e Vitor Hugo Oliveira Simonin.
A UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) também determinou a suspensão cautelar de Bruno, estudante do curso de Ciências Ambientais, o proibindo de frequentar salas de aula, laboratórios, bibliotecas e o restaurante universitário pelo prazo de 120 dias.
A defesa de João Gabriel nega as acusações e afirma que a jovem teria consentido com a presença dos demais no quarto.
Com informações da CNN.







