
As autoridades da Arábia Saudita apresentaram uma proposta inusitada para tentar manter o GP de Fórmula 1 de 2026 do país no calendário oficial da categoria. O governo ofereceu a instalação de um sistema de defesa antimíssil exclusivo para proteger o circuito de Jeddah durante todo o fim de semana de competição, que estava previsto para abril.
De acordo com informações do jornal alemão Sport Bild, a medida visava garantir a integridade de pilotos e equipes contra possíveis ataques aéreos na região. Mesmo com a oferta, os organizadores da categoria optaram por suspender as atividades devido ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
O monitoramento da área indicou riscos elevados após registros frequentes de drones e projéteis lançados contra territórios sauditas e do Bahrein. A decisão final de cancelar os dois GPs partiu da cúpula da federação internacional de automobilismo.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, reforçou que a entidade não assumiria riscos operacionais diante de um cenário de guerra.
“A FIA sempre colocará a segurança e o bem-estar de nossa comunidade e de nossos colegas em primeiro lugar. Após uma análise cuidadosa, tomamos essa decisão, estando plenamente conscientes dessa responsabilidade”, afirmou o dirigente.







