Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (9/9) a suspensão de qualquer procedimento relacionado a uma eventual investigação contra integrantes da Corte.

De acordo com a decisão, casos que tenham como objetivo apurar possíveis condutas de ministros do Supremo deverão ser encaminhados previamente à Presidência do STF antes de qualquer avanço.

A medida ocorre em meio ao conflito envolvendo relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) que citam integrantes do Supremo e às decisões divergentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino relacionadas ao comando da corporação.

Decisão cita prerrogativas do Supremo

Na determinação, Fachin afirmou que cabe à Presidência do STF proteger as prerrogativas institucionais do tribunal e garantir que questões envolvendo atos de seus integrantes sejam submetidas ao Plenário, respeitando os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

O ministro também determinou que procedimentos que possam resultar em investigação de integrantes da Corte sejam apresentados inicialmente à Presidência.

Fachin destacou ainda que a Presidência do Supremo possui competência para exercer cautela e supervisão sobre a tramitação dos processos, inclusive aqueles que já tenham sido distribuídos, quando novas decisões puderem gerar conflitos considerados inconciliáveis ou representar risco à ordem pública.

A decisão foi tomada em um momento de tensão institucional envolvendo o STF e a Polícia Federal, diante de informações produzidas pela área de inteligência da corporação e de decisões judiciais relacionadas à condução de investigações.

Segundo Fachin, a atuação da Presidência busca evitar conflitos processuais e garantir que eventuais medidas envolvendo ministros do Supremo sejam analisadas dentro dos procedimentos previstos, com preservação das garantias constitucionais.

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