
O deputado federal Fausto Júnior (União Brasil), vice-líder do partido na Câmara dos Deputados, confirmou nesta segunda-feira (29) sua adesão ao pedido de criação da CPMI do Banco Master, que pretende apurar denúncias envolvendo irregularidades financeiras atribuídas ao Banco Master, atualmente investigado pela Polícia Federal.
A movimentação no Congresso ocorre após o avanço de informações que indicam possíveis fraudes em fundos de previdência, operações de crédito consignado e manipulação de patrimônio. As apurações preliminares apontam que os valores sob suspeita podem alcançar cifras bilionárias, ampliando a pressão por respostas institucionais e maior transparência.
Antes mesmo da formalização da CPMI, Fausto Jr. já vinha cobrando providências no âmbito da Câmara. Integrante da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), o parlamentar defendeu a realização de audiências públicas para esclarecer os fatos e alertou para os riscos aos beneficiários de produtos previdenciários e financeiros vinculados à instituição.
Na avaliação do deputado, a investigação é necessária para proteger investidores e assegurar que eventuais responsáveis sejam identificados. Ele sustenta que o Parlamento não pode se omitir diante de denúncias que envolvem recursos de aposentadorias e operações sensíveis ao sistema financeiro nacional.
Além das suspeitas de fraude, o caso ganhou repercussão devido à negociação envolvendo a possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), operação que também passou a ser questionada por órgãos de controle e setores do Congresso Nacional.
Para Fausto Jr., a CPMI representa um instrumento fundamental de fiscalização e de resposta à sociedade. O deputado afirma que a apuração deve ocorrer com independência, rigor técnico e transparência, garantindo que o interesse público prevaleça sobre interesses privados.







