
A Fifa divulgou um comunicado neste sábado (8) para defender o presidente Gianni Infantino diante do que classificou como um “esforço coordenado e contínuo” para enfraquecer sua liderança. A entidade afirmou que qualquer tentativa de contestar o comando da organização deve respeitar os estatutos e os procedimentos democráticos previstos.
A manifestação ocorre em meio a uma crise envolvendo a direção da entidade, após o fracasso de uma proposta que previa arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições.
Críticas à gestão de Infantino
O projeto provocou críticas da Uefa, de federações nacionais e de dirigentes da própria Fifa. A situação também levou a pedidos pela saída de Infantino e motivou uma reunião de emergência no Marrocos, realizada nesta semana.
Na ocasião, a direção da entidade reafirmou apoio ao presidente e pediu desculpas às 211 associações-membro pelos erros relacionados à proposta comercial.
A Fifa, porém, não identificou quem estaria por trás das supostas tentativas de enfraquecer Infantino nem detalhou quais alegações motivaram o novo comunicado.
A declaração também foi divulgada após reportagens do The Daily Telegraph sobre pagamentos feitos pela Uefa a um ex-funcionário durante o período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da entidade europeia. O dirigente negou as acusações, enquanto a Fifa classificou as informações como infundadas.
Entidade defende processo democrático
No comunicado, a Fifa afirmou que aqueles que não possuem apoio das associações-membro não devem tentar alcançar seus objetivos por meio de alegações, insinuações ou desinformação.
A organização também declarou que não aceitará qualquer processo relacionado à eleição presidencial que esteja em desacordo com seus estatutos, procedimentos democráticos ou regras de governança.
Segundo a entidade, Infantino foi eleito democraticamente pelas associações-membro e permanece no cargo de acordo com o mandato recebido.
Apoio ao presidente está dividido
A crise também passou a lançar dúvidas sobre a candidatura de Infantino a um quarto mandato, cuja eleição está prevista para o Congresso da Fifa, no Marrocos, em março de 2027.
Até o momento, não surgiu um candidato claramente disposto a enfrentá-lo.
A Uefa afirmou que perdeu a confiança no dirigente, enquanto a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, defendeu sua renúncia.
Por outro lado, Infantino mantém apoio de importantes integrantes da estrutura do futebol mundial. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou apoio unânime à sua liderança, enquanto a Conmebol rejeitou qualquer tentativa de afastamento que não passe por uma votação envolvendo todos os membros da Fifa.
A Federação Mexicana de Futebol (FMF) também declarou apoio a Infantino e afirmou que não reconhecerá processos realizados fora do marco institucional da entidade.







