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O Tribunal Distrital de Oslo condenou nesta segunda-feira (15) Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, a quatro anos de prisão por estupro, agressão e abuso em relacionamentos íntimos. Além da pena, ele foi condenado ao pagamento de indenizações às vítimas.

Høiby foi considerado culpado em duas das quatro acusações de estupro apresentadas contra ele. O caso ganhou ampla repercussão internacional devido à sua ligação com a família real norueguesa.

As investigações apontaram que os crimes ocorreram entre 2018 e 2024. Segundo a acusação, algumas das vítimas estavam dormindo ou incapazes de se defender no momento das agressões. Durante o julgamento, foram apresentadas mensagens eletrônicas, imagens e vídeos obtidos do celular do réu.

De acordo com a decisão judicial, uma das agressões ocorreu no porão da residência de Høiby. Na sentença, o juiz Jon Sverdrup Efjestad afirmou que ficou comprovado que a vítima não tinha condições de resistir à ação.

O julgamento durou cerca de seis semanas e foi encerrado em março. Ao longo do processo, o réu admitiu a prática de alguns crimes de menor gravidade, incluindo delitos relacionados ao consumo de drogas e agressões, mas negou as acusações de estupro.

Os promotores haviam solicitado uma pena de sete anos e sete meses de prisão. Já a defesa pedia a absolvição das acusações mais graves e uma condenação máxima de 18 meses pelos crimes admitidos pelo acusado. A sentença ainda pode ser contestada por meio de recurso.

Embora não possua título real nem exerça funções oficiais, Marius Borg Høiby é filho da princesa herdeira Mette-Marit, fruto de um relacionamento anterior ao casamento dela com o príncipe herdeiro Haakon. Ele foi criado junto à família real e cresceu na residência oficial dos futuros monarcas da Noruega.

Segundo informações divulgadas durante o processo, Høiby também é investigado por outros delitos, incluindo abuso em relacionamentos, filmagens sem consentimento, ameaças, danos materiais e infrações de trânsito. O réu acompanhou a leitura da sentença por videoconferência devido a problemas de saúde.

Em declarações anteriores, ele afirmou enfrentar problemas relacionados ao consumo de álcool e outras drogas, além de transtornos psicológicos que, segundo relatou, influenciaram seu comportamento em diferentes ocasiões.

Com informações de Metrópoles

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