Ângela Neves Bulbol de Lima morreu no domingo (22), dois dias após ser atropelada no Condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus

Juarez Bulbol, filho da professora e ex-gestora pública Ângela Neves Bulbol de Lima, divulgou uma nota de repúdio nesta semana criticando a circulação de vídeos do atropelamento que vitimou sua mãe dentro do Condomínio Ephigênio Salles, na zona Centro-Sul de Manaus. A família cobra uma apuração completa, técnica e transparente do caso, que está sendo investigado como homicídio culposo pela Polícia Civil do Amazonas.

Ângela Bulbol foi atropelada no dia 20 de fevereiro, dentro do residencial onde morava, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois, aos 65 anos. O indiciamento da condutora do veículo, identificada como Mônica Melo — ex-diretora-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas — por homicídio culposo já foi confirmado pela Polícia Civil.

Na nota, Juarez afirma que o sentimento da família, que deveria ser apenas de luto, acabou sendo substituído por revolta diante da exposição de imagens fora de contexto nas redes sociais e em portais. Segundo ele, os vídeos que circulam publicamente não mostram toda a sequência dos fatos e omitem trechos importantes do ocorrido, o que pode induzir a conclusões precipitadas.

O filho da vítima também relatou que, ao analisar o material completo, percebeu a ausência de momentos relevantes, como a lombada em frente à residência da família, reforçando que todo o contexto precisa ser considerado antes de qualquer julgamento público.

A nota destaca ainda que a prioridade da família não é o confronto, mas a verdade dos fatos, apurada com seriedade e dentro do devido processo legal. Juarez lembra que, no momento do acidente, estava ao lado da mãe aguardando socorro médico e que posteriormente procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência.

Outro ponto abordado é a relação anterior de amizade entre Ângela Bulbol e a condutora envolvida, além do fato de que a investigada ocupou por anos um cargo relevante na área de trânsito, o que, segundo a família, reforça a necessidade de uma apuração rigorosa, baseada em provas técnicas.

“Confiamos no trabalho da polícia, na Justiça do nosso Estado e, acima de tudo, em Deus”, afirma o texto, que também pede respeito ao luto e responsabilidade na divulgação de conteúdos sensíveis. A família ressaltou que não fará ataques pessoais nem julgamentos públicos e que seguirá respeitando o sigilo judicial.

O caso segue sob investigação, enquanto parentes aguardam que todas as circunstâncias sejam esclarecidas e que eventuais responsabilidades sejam reconhecidas dentro da lei.

Nota

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