
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que o Brasil deve buscar formas de flexibilizar sua atuação no Mercosul para negociar diretamente com os Estados Unidos. O ofício foi encaminhado durante a consulta pública aberta pelo governo norte-americano sobre possíveis medidas comerciais envolvendo produtos brasileiros.
No documento, o parlamentar também defende a suspensão das tarifas em discussão entre os dois países e propõe a redução da carga tributária e regulatória sobre empresas de meios privados de pagamento, como operadoras de cartões de crédito e débito.
Senador defende acordos bilaterais com os Estados Unidos
Na manifestação encaminhada ao USTR, Flávio Bolsonaro argumenta que as regras do Mercosul dificultam a celebração de acordos comerciais diretos entre o Brasil e outros países.
Segundo o senador, o Brasil deveria buscar mecanismos que permitam maior autonomia para negociar bilateralmente com os Estados Unidos.
No texto, ele afirma que o país precisa “buscar formas de se libertar das amarras do Mercosul” e cita a postura adotada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, como uma referência para esse debate.
Além disso, Flávio solicita que o governo norte-americano suspenda a aplicação das tarifas comerciais em estudo e substitua a medida por um período inicial de 180 dias destinado à negociação entre os dois países.
Documento também aborda mercado de pagamentos
Outro tema tratado pelo parlamentar é o mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos.
Flávio afirma que o Pix representa um avanço tecnológico, mas defende que instrumentos privados, como cartões de crédito, cartões de débito e empresas adquirentes, tenham redução da carga tributária e regulatória.
Segundo o senador, esses serviços oferecem funcionalidades que vão além das transferências instantâneas, como crédito ao consumidor, parcelamento de compras, mecanismos de contestação de cobranças e sistemas de proteção contra fraudes.
Na avaliação apresentada no documento, a redução da regulação poderia ampliar a concorrência, aumentar as opções disponíveis aos consumidores e estimular a atividade econômica.
Com informações de Metrópoles







