O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro • Geraldo Magela/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta quarta-feira (22) que não recebeu recursos da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., empresa citada nas investigações relacionadas ao Banco Master. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais após a divulgação de documentos envolvendo a emissão de notas fiscais por seu escritório de advocacia.

Segundo os registros, em 7 de abril de 2025, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen. As duas, no entanto, foram canceladas posteriormente.

No vídeo, o senador afirmou que recusou prestar serviços à empresa e, por isso, anulou os documentos fiscais.

“Eu não aceitei trabalhar para essa empresa chamada Copenhagen, que supostamente foi usada por Daniel Vorcaro para fazer pagamentos a algumas pessoas. Não foi o meu caso. Estou tendo que explicar porque eu não recebi o dinheiro dessa empresa. Cancelei duas notas fiscais”, declarou.

Dois dias depois, em 9 de abril de 2025, o escritório emitiu uma terceira nota fiscal, também de R$ 500 mil, desta vez para a Contábil Correa, referente à prestação de serviços de assessoria jurídica.

Sobre essa operação, Flávio afirmou que o serviço foi efetivamente realizado.

“Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada”, disse.

Empresas têm ligação por administrador

A Copenhagen e a Contábil Correa tiveram, em momentos distintos, o mesmo administrador: Rogério Lourenço Novo. Conforme registros da Junta Comercial, ele assumiu a direção da Copenhagen em setembro de 2025, substituindo Artur Figueiredo, gestor da Trustee DTVM.

A Trustee administra o fundo Estônia Multiestratégia, investidor da Copenhagen. Em nota, a empresa afirmou que não participava das relações comerciais da companhia nem das negociações envolvendo pagamentos realizados pelo Banco Master.

Investigações seguem

A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes financeiras envolvendo empresas ligadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Até o momento, não há informação de denúncia ou condenação contra Flávio Bolsonaro relacionada a esse caso.

Também não foi confirmada a existência de investigação específica sobre a emissão e o cancelamento das notas fiscais ou sobre a Contábil Correa.

Rogério Lourenço Novo foi investigado anteriormente pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de emissão de notas fiscais falsas entre 2013 e 2015. O caso foi posteriormente arquivado.

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