
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de ameaças de morte nas redes sociais, segundo um relatório de segurança da Corte. A plataforma X, antigo Twitter, concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis identificadas no levantamento.
De acordo com o documento, as mensagens consideradas mais graves mencionam formas de violência, como fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Além de Dino, também foram ameaçados os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.
O relatório aponta ainda ameaças contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. As manifestações direcionadas aos integrantes do STF foram registradas entre os dias 1º e 6 de outubro.
Dino critica disseminação de notícias falsas
Nesta sexta-feira (9), Flávio Dino comentou o conteúdo do relatório nas redes sociais. Segundo o ministro, o documento reúne milhares de ameaças de assassinato e outras formas de agressão. Ele relacionou os ataques à repetição de notícias falsas (fake news) que, em sua avaliação, incentivam a violência.
Dino também afirmou que eventuais discordâncias em relação às decisões judiciais devem ser resolvidas pelos meios legais, por meio de recursos aos órgãos competentes, e não com ameaças ou incitação a agressões contra magistrados.
“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, escreveu.
O ministro acrescentou que não pretende alterar sua atuação profissional em razão das ameaças e afirmou que continuará exercendo suas funções.
Ministro alerta para riscos à Justiça
Na publicação, Dino também destacou que o medo de represálias contra magistrados pode comprometer o funcionamento do Poder Judiciário e o cumprimento da Constituição.
“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, declarou.
As ameaças reforçam a preocupação com a segurança de autoridades públicas e com a disseminação de conteúdos que incentivam a violência no ambiente digital.







