
Na última sexta-feira, 04, o senador Plínio Valério, presidente da CPI das Ongs, declarou um forte processo de perseguição a indígenas em São Gabriel da Cachoeira, posto em prática pelo Instituto Socioambiental(ISA) e a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN).
Em nota de esclarecimento, a FOIRN, entretanto, diz que as declarações do senador são inverídicas e caluniosas, que que em momento nenhum a Federação vem ameaçando e assediando os indígenas.
Quanto a denúncia de supostas cartas “forjadas” de repúdio e reuniões contrárias à CPI, a FOIRN destacou que a Federação não impõe suas decisões às comunidades e que a sua função é orientar para evitar quaisquer danos à comunidade.
Sobre as cartas de repúdio, a entidade disse que elas são ferramentas de manifestação do descontentamento dos povos originários e as mesmas são são levadas à público apenas em momentos de indignação.
“Todas as manifestações surgem das comunidades, que usam a Federação apenas como canal de comunicação ao maior público possível, deste modo, esta Federação não forja, nem manipula as opiniões dos comunitários, apenas reproduz suas indignações quando solicitadas”, acrescenta.
Com relação aos trabalhos realizados pelas ONGs, a federação afirma que os mesmos acabam suprindo os serviços que deveriam ser prestados pela prefeitura do município.
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN, é uma organização representante dos 23 povos indígena habitantes nos três municípios, São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, sendo 750 comunidades, 91 associações indígenas, 18 línguas faladas e uma população de 50 mil pessoas pertencentes a quatro família linguísticas Tukano, Aruak, Nadahup e Yanomami.
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