
O futuro político do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nas eleições de 2026, especialmente no cenário de São Paulo, tornou-se pauta de discussões entre líderes do governo. Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), reconheceu a força eleitoral de Alckmin no estado, mas ressaltou sua importância estratégica como vice-presidente e Ministro da Indústria e Comércio no atual governo.
“Se ele quiser ser vice-presidente da República, ele vai ser vice-presidente da República. Agora, claro que por ele ser de São Paulo, e é a liderança política que mais vezes se elegeu governador de São Paulo na história do estado, claro que o nome dele é sempre lembrado”, afirmou Edinho Silva, destacando o papel crucial de Alckmin em negociações importantes, como a tensão das taxações do governo Trump.
No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma indicação nesta quinta-feira de que não planeja renovar a chapa presidencial com Alckmin em 2026. Lula sugeriu que Alckmin, assim como o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB), têm um “papel para cumprir em São Paulo”.
“Nós temos muito voto em São Paulo e temos condições de ganhar as eleições em São Paulo. Eu ainda não conversei com o Haddad, ainda não conversei com o Alckmin, mas eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo, eles sabem”, expôs Lula, mencionando também Tebet.
Apesar da sinalização presidencial, Geraldo Alckmin, nos últimos tempos, tem expressado a aliados sua preferência em continuar como vice-presidente, em vez de disputar o governo de São Paulo novamente. A situação do vice-presidente, contudo, permanece indefinida.







