HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a declarar nesta terça-feira (19/5) que a liquidação do banco Master pelo Banco Central (BC) em novembro do ano passado não representa um risco para o sistema financeiro.

Galípolo afirmou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, que o banco era pequeno para oferecer um “risco sistêmico”. A liquidação do Master se deu por indícios de irregularidades. Naquela época, o dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação que mirava a venda de créditos falsos.

Ao falar da ausência de riscos ao sistema financeiro, o presidente do BC declarou que o Master era uma instituição financeira da “terceira divisão”.

“Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico, é menor de 0,5% do patrimônio [total do sistema]. O que se chama a atenção é o que se fazia com o dinheiro”, argumentou aos senadores.

Na comissão, Galípolo também foi questionado sobre as reuniões que Daniel Vorcaro teve no BC antes da liquidação. O chefe da política monetária respondeu que quando existem evidências de que práticas irregulares estão sendo cometidas por um banco, a fiscalização faz um acompanhamento mais próximo.

“Eu não participei na maior parte dessas reuniões. Primeiro, porque até 2024, a minha diretoria era relacionada com a atividade de política monetária. E depois em 2025 muitas delas ocorreram com os diretores da Diorf [Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central do Brasil] e da Difisa […]. Com as evidências que nós tínhamos, ele demandava uma atenção mais forte mesmo”, disse. Com Metrópoles.

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