Rafael Tudores, genro de Edmundo González, líder da oposição na Venezuela, foi libertado nessa quarta-feira (21/1), após passar quase um ano preso. A informação foi confirmada por González nesta quinta-feira (22/1), por meio de uma publicação nas redes sociais do político.

“A libertação de Rafael Tudores, meu genro, foi finalmente confirmada. Este foi um ano marcado por incertezas, silêncio e angústia, algo familiar para aqueles que já vivenciaram a ausência forçada de um familiar. Portanto, esta notícia traz alívio, antes de tudo, à sua família. Mas seria um erro reduzir isso a uma história pessoal. Há homens e mulheres que permanecem presos por motivos políticos, sem garantias, sem o devido processo legal e, em muitos casos, sem saber a verdade”, declarou o político opositor venezuelano.

Ele ainda continuou: “A verdade é reconhecer que essas pessoas não deveriam estar presas e que cada dia de privação de liberdade prolonga uma violação que permanece sem solução. A libertação de Rafael não apaga o que aconteceu. Pelo contrário, reforça uma reivindicação que permanece plenamente válida: a liberdade para todos os detidos injustamente e garantias reais de que tal não se repita”.

Nas redes sociais, Mariana Tudores, esposa de Rafael, também comemorou a soltura do marido, mas protestou: “A libertação de Rafael não apaga o que aconteceu. Pelo contrário, reforça uma reivindicação que permanece plenamente válida: a liberdade para todos os detidos injustamente e garantias reais de que tal não se repita”.

Tudores foi preso em janeiro de 2025, segundo a família, enquanto levava seus filhos pequenos para a escola, em Caracas, e acusado, como outros presos políticos, sob acusações de crimes políticos, como terrorismo.

Presos políticos começaram a ser libertados dias após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início do mês. O ditador foi capturado por tropas norte-americanas e levado a Nova York, onde deve ser julgado por crimes políticos.

Pelo menos 151 presos políticos foram libertados desde a prisão do líder venezuelano. As libertações de prisioneiros têm sido lentas, segundo lideranças de direita locais. Com Metrópoles.

Artigo anteriorMoraes arquiva investigação contra delegados por blitze da PRF em 2022
Próximo artigoInscrições para o concurso da Sema Amazonas, com salários de até R$11 mil, encerram dia 26 de janeiro