
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, voltou a se manifestar nesta segunda-feira (26) sobre a morte do cão comunitário Orelha, espancado no início de janeiro em Florianópolis. Em um vídeo publicado no Instagram, Mello adotou um tom duro e disse que o caso “ganhou o Brasil e o mundo” — e que isso, segundo ele, é positivo porque demonstra que a sociedade não aceita mais a crueldade contra animais.
“Confesso que custei acreditar. Adolescentes jovens, de famílias estruturadas, agredindo um cão por pura maldade. Um animal dócil, que não oferecia risco algum, cuidado e amado por toda a comunidade”, afirmou o governador. Para Mello, Orelha não era apenas um cachorro, mas parte da vida cotidiana da região onde vivia.
No pronunciamento, o governador foi além da indignação e levantou questionamentos diretos sobre o comportamento dos envolvidos. “Um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo? O que alguém capaz de matar um animal indefeso pode se tornar no futuro? Que tipo de sociedade estamos formando?”, disse.
Governador Jorginho Mello endurece discurso sobre morte do cão Orelha e diz que caso revela “algo ainda mais grave” pic.twitter.com/u7MKM29Hgp
— Fato Amazônico (@fatoamazonico) January 27, 2026
Mello também destacou a atuação das forças de segurança desde que pediu providências, no dia 16. Segundo ele, a polícia agiu com rapidez, colheu provas, ouviu testemunhas e seguiu todos os trâmites legais. No entanto, o resultado da investigação preliminar, de acordo com o governador, revelou um cenário ainda mais preocupante.
“A investigação mostrou algo ainda mais grave. Não se trata apenas de um ato isolado de adolescentes. Há indícios de coação, ameaça e possível porte ilegal de arma envolvendo adultos. Tudo isso será investigado até o fim”, declarou.
O governador fez questão de afirmar que não haverá tratamento diferenciado. “Não importa quem sejam, nem os sobrenomes que carregam. A lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida”, disse, em referência às limitações legais diante de crimes cometidos por menores de idade.
Ao final, Jorginho Mello lamentou que Santa Catarina esteja no centro de uma manchete tão negativa, mas defendeu que o episódio sirva como ponto de virada. “Que essa dor se transforme em ação, em mudança e em proteção aos animais comunitários. O Orelha não será esquecido. A justiça precisa ser feita.”







