
O GPA (Grupo Pão de Açúcar) apresentou dúvidas sobre a continuidade operacional da companhia após a divulgação dos resultados apurados durante o 4º trimestre de 2025.
Em documento divulgado pela empresa na noite de terça-feira (24), o grupo afirmou que no final do ano passado a companhia apresentava um déficit de capital líquido próximo a R$1.224, decorrente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026 no montante de R$ 1.700.
Mesmo com melhora na geração positiva dos caixas operacionais e dos demais principais indicadores operacionais, o GPA continua apurando prejuízo durante os últimos 3 meses de 2025.
De acordo com o comunicado, a administração do GPA está adotando um “conjunto de iniciativas que incluem negociações para o alongamento de prazos de dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários.”
Além disso, a companhia afirmou que os resultado financeiros foram realizados de acordo com o pressuposto da continuidade operacional.
Sobre a incerteza da continuidade de operação, a companhia concluiu que as demonstrações financeiras não incluem quaisquer ajustes para refletir os possíveis efeitos futuros sobre a recuperabilidade e a classificação de ativos e passivos que possam resultar nessa situação.
Durante a terça-feira, o GPA apresentou um prejuízo de R$ 572 milhões no balanço do 4º trimestre do ano passado. O resultado foi maior do que o esperado e ficou 48,2% abaixo em relação ao mesmo período de 2024.
A receita líquida da companhia também demonstrou uma queda de 2º na comparação com o 4º trimestre anterior, somando R$ 5,11 bilhões.
Durante um videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira (25), o CEO do grupo, Alexandre de Jesus Santoro, disse que o foco da empresa é reduzir os gastos, mas enfatizou que o fechamento de lojas é considerado “última opção”.
Santoro também afirmou que o grupo passa por um momento onde se faz necessário a mudança estrutural e cultural, e que todas as despesas estão passando por revisão.
Em relação ao investimento de 2026, o CEO afirmou que deve ser pelo menos a metade do que foi feito no ano anterior.
Após a divulgação dos resultados e a repercussão dos comentários de Santoro, as ações do GPA apresentavam queda de quase 2% nos primeiros negócios.
A administração da companhia afirmou que seguirá monitorando as iniciativas e a evolução dos indicadores de liquidez da empresa, podendo adotar quaisquer ações adicionais necessárias para reverter a atual situação do grupo.
*Com informações da Reuters







