
O cenário político no Amazonas ganhou novos contornos nesta segunda-feira (6), após o ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo, David Almeida (Avante), confirmar que seu grupo articula a possível entrada na disputa pelo comando provisório do Estado. A decisão sobre lançar ou não um candidato deve ser tomada ainda hoje, após reunião com aliados.
A movimentação ocorre em meio à vacância no Executivo estadual, provocada pelas renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza, oficializadas no último sábado (4). Desde então, o comando do Estado está sob responsabilidade interina do presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade.
Nos bastidores, o grupo de David Almeida avalia nomes com capacidade de articulação política dentro da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), já que a escolha do próximo governador será feita de forma indireta pelos parlamentares estaduais.
Apesar de liderar o movimento, David Almeida descartou qualquer possibilidade de disputar o mandato tampão, assim como afastou a hipótese de indicação de sua filha, a médica e dirigente partidária Aryel Almeida.
A estratégia, segundo ele, é construir uma candidatura alinhada ao grupo político, mas com capacidade de diálogo mais amplo, inclusive com outras forças partidárias.
Entre os nomes que circulam com mais força está o de Marcos Rotta, ex-vice-prefeito de Manaus e ex-chefe da Casa Civil. Filiado ao PDT e com experiência no Legislativo estadual e federal, Rotta é visto como um quadro com bom trânsito entre deputados e potencial de viabilização na eleição indireta.
O edital que regulamentará a disputa ainda deve ser publicado pela Aleam, mas a legislação prevê que o novo governador será escolhido pelos 24 deputados estaduais e exercerá o mandato até o fim de 2026, podendo, inclusive, disputar a reeleição.
Com agenda intensificada no interior e articulações em curso, David Almeida busca ampliar sua influência no tabuleiro político estadual, mesmo fora da disputa direta neste momento.







