
Estima-se que as primeiras 100 horas da campanha militar dos EUA contra o Irã tenham custado US$ 3,7 bilhões — mais de US$ 890 milhões por dia, equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões —, de acordo com uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais divulgada nesta quinta-feira (5).
Menos de US$ 200 milhões, cerca de R$ 1 bilhão, desse valor total estimado correspondem a custos operacionais já incluídos no orçamento do Pentágono.
Por sua vez, os US$ 3,54 bilhões, que equivalem aproximadamente a R$ 18 bilhões, restantes do custo estimado “provavelmente exigirão financiamento adicional do Departamento de Defesa (DoD), seja por meio de uma dotação suplementar ou de outra lei de reconciliação”, afirmaram os analistas do CSIS.
Além dos custos operacionais e de suporte, as principais despesas projetadas são a reposição de munições — particularmente importante devido às preocupações com os estoques de munições interceptoras dos EUA e de seus aliados — e perdas de equipamentos, como os três F-15 que foram abatidos em um incidente de fogo amigo no Kuwait.
Olhando para o futuro, escreveram os autores, os custos poderiam variar com base em uma “transferência das forças americanas para munições menos caras”, bem como na “intensidade das operações e na eficácia da retaliação iraniana”.
Não está claro por quanto tempo o conflito com o Irã irá durar; o presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth não definiram prazos firmes, com Hegseth indicando que os EUA permanecerão no conflito enquanto o presidente julgar conveniente.
“‘Podemos dizer quatro semanas, mas poderiam ser seis, oito ou até trés”, disse Hegseth ontem. “No fim das contas, nós definimos o ritmo e o compasso.”
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
Com informações de CNN Brasil.







