m Seahawk, semelhante ao que voou na segunda-feira no Caribe, 11 de janeiro de 2005 • Marinha dos EUA/Getty Images AsiaPac/Getty Images

Um helicóptero da Marinha dos EUA se aproximou a menos de 250 quilômetros da costa venezuelana na segunda-feira (8), de acordo com dados de voo de fontes abertas.

O incidente, sobre o qual o governo americano não se pronunciou, ocorre em meio a tensões entre os dois países, que se intensificaram nas últimas semanas.

O helicóptero sobrevoou a costa da Venezuela aproximadamente às 11h40, horário local, de acordo com registros da plataforma FlightRadar24, que identificou a aeronave como um MH-60 Seahawk.

A distância em que se aproximou da costa venezuelana representa uma aproximação maior da última localização registrada da frota dos EUA em águas caribenhas, que foi de 530 quilômetros, informou a CNN.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, o mar territorial de um país se estende até 12 milhas náuticas (22 quilômetros) da costa.

Existem direitos adicionais sobre a Zona Econômica Exclusiva, que se estende até 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros), embora não haja soberania plena ali.

De acordo com o fabricante, os MH-60 Seahawk podem ser armados com torpedos, mísseis, foguetes e metralhadoras de vários calibres.

Venezuela nega o incidente

Na terça-feira (9), o governo venezuelano abordou os relatos sobre o voo do helicóptero, que classificou como “notícias falsas”.

“Essas notícias falsas fazem parte das operações psicológicas contempladas no roteiro tradicional de guerra dos EUA, que visam criar cenários fictícios como pré-condição para intervenções armadas; neste caso, sob a desculpa fatídica do ‘combate ao narcotráfico’, quando na realidade o objetivo é uma mudança forçada de regime na Venezuela, o que simultaneamente arrastaria a região para um conflito com consequências imprevisíveis”, afirmou o Ministério da Defesa em um comunicado.

Ele acrescentou que uma possível aproximação de um helicóptero dos EUA à costa venezuelana poderia ser usada por Washington para “provocar e fabricar um incidente ou falso positivo” e, assim, “justificar uma escalada de agressão militar contra nossa nação”.

Na semana passada, os EUA afirmaram ter destruído um suposto navio com drogas que saía da Venezuela e pertencia ao cartel criminoso Tren de Aragua.

Caracas afirma que isso não aconteceu e que Washington está usando o tráfico de drogas como pretexto para ameaçar o país.

Os EUA já haviam designado o Cartel dos Sóis como uma organização terrorista internacional e apontado o presidente Nicolás Maduro como seu suposto líder.

A Venezuela rejeitou veementemente as acusações contra Maduro e a existência do Cartel dos Sóis, uma suposta organização criminosa que os Estados Unidos acusam de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, afirmou em entrevista exclusiva à CNN na segunda-feira (8) que seu governo não está “apostando em conflito” com os EUA. Dias atrás, Maduro afirmou que a Venezuela está disposta a se envolver em conflito armado caso se torne alvo de agressão.

Com informações de CNN Brasil.

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