
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, pediu um novo adiamento do julgamento da morte de Henry Borel, de 4 anos, criança da qual era padrasto. A prorrogação foi solicitada após a defesa de Jairinho alegar que um dos advogados da equipe sofreu um infarto.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) retomou, às 9h desta segunda (25/5), o julgamento do ex-vereador e de Monique Medeiros, suspeitos da morte de Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021 — Monique é mãe do menino.
Na sessão, realizada no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio, Jairinho anunciou a destituição de um de seus advogados após Fabiano Tadeu Lopes sofrer um infarto dias antes do júri e não comparecer ao tribunal.
Ao se justificar, Jairinho afirmou que pediu para que o júri fosse mantido, mas alegou que só foi informado do estado de saúde do advogado depois de confirmar a data do julgamento.
Segundo Jairinho, Fabiano Lopes é quem tem maior conhecimento sobre três processos sob sigilo que envolvem pessoas que deverão prestar depoimento durante o julgamento.
Ainda durante a sessão, Jairinho argumentou que não teria condições de exercer plenamente os direitos de defesa, uma vez que um advogado que acompanha o processo desfalcou o júri.
Promotor quer seguir júri com ausência de advogado
Ao falar no plenário, o promotor Fábio Vieira dos Santos lembrou que o julgamento foi interrompido em 23 de março, após a defesa de Jairinho abandonar a sessão de julgamento para forçar o adiamento da sessão.
O promotor afirmou que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) quer prosseguir com o julgamento, mesmo diante de novo problema apresentado pelo réu.
Segundo Fábio, se fosse necessário, o julgamento continuaria envolvendo apenas a acusação contra Monique. No entanto, o promotor considera mais adequado que os dois sejam julgados em conjunto, ressaltando que atenderia critérios da lógica processual.
Relembre o crime que marcou o país
Henry Borel morreu na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto.
À época do crime, os dois alegaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
A partir daí, uma investigação complexa foi iniciada para esclarecer o que teria ocorrido no imóvel. Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico.
No entanto, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão, após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
Com informações do Metrópoles.







