Segundo o registro da ocorrência, as gravações eram feitas sem que as mulheres percebessem e tinham como foco partes íntimas.
Em pelo menos um dos vídeos analisados pela polícia, o suspeito aparece se aproximando de uma das vítimas e encostando o corpo nela.
Identificado como Douglas Viana Costa, o homem admitiu a prática durante a abordagem e relatou que o material era produzido com a finalidade de venda. De acordo com o depoimento, as imagens eram compartilhadas em um grupo privado, acessado mediante pagamento mensal.
No aparelho apreendido, os agentes encontraram centenas de vídeos com o mesmo padrão de gravação. Testemunhas afirmaram que o suspeito já havia sido visto em outras ocasiões circulando pela região com comportamento semelhante.
Douglas recebeu voz de prisão pelo crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no Código Penal, cuja pena pode variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa.
Ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais, e o celular permanece apreendido para análise pericial. As informações são de Mirelle Pinheiro.