O uso de garrafa pet para engendrar algum tipo de tratamento médico volta a se repetir no Amazonas depois da trágica e desproporcional “atenção” a um casal de gêmeos recém-nascidos no município do Jutaí, Alto Solimões.

Não é exagero comparar, não.

Mas, pelo exemplo registrado neste final de abril, no Hospital de Humaitá, município, administrado pelo prefeito Herivaneo Seixas, com largas vantagens orçamentárias em relação à grande maioria dos demais municípios do estado, além de ser servido por duas rodovias federais e o Rio Madeira, parece até que é mais fácil pegar em uma lixeira qualquer ou sabe-se lá onde, uma garrafa para atender a um paciente.

Mais fácil, sim, ou determinados tipos de aberração político administrativa, como as pets descartáveis presentes nas enfermarias, seriam, substituídos por insumos, materiais adequados, equipamentos e, sobretudo, por uma gestão responsável, competente, idônea.

Em mensagem nas redes sociais, Conceição Pereira faz um dramático apelo – não ao prefeito do “Pé Quente, dono de uma complicada vida pregressa – às autoridades do estado (veja a mensagem) suplicando a transferência do pai dela para a cidade de Porto Velho (RO) para tratamento cardiológico.

Conforme relatou em seu desesperado apelo, o Hospital de Humaitá além de não dispor de leitos de UTI não faz atendimento médico cardiológico.

“Meu pai precisa de UTI o mais rápido possível pois ele entrou no hospital andando e hoje nem se levanta da cama”, relata Conceição.

Essa é a dramática situação do paciente, portador de sério problema cardiovascular.

No leito do hospital de Humaitá, o paciente aguarda, sem qualquer aceno das autoridades municipais – diga-se, do prefeito do Pé Quente -, o momento de ser removido para uma unidade de saúde de Porto Velho.

“Pelo amor de Deus, nos ajudem a encaminhar o meu pai até Porto Velho para tentar salvar a vida dele”, suplica Conceição. “Hoje, a técnica chegou com uma garrafa pet para colhermos a urina dele por 25 horas por falta de bolsa (bag) para coletar”, completa, revoltada.

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