Entre os dias 14 de setembro e 16 de setembro, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) recebeu o III Encontro de Saberes: perspectivas contracoloniais sobre saúde e cuidado na Amazônia. Com o tema “Perspectivas Contracoloniais sobre Saúde e Cuidado na Amazônia”, o evento promoveu a construção coletiva de conhecimento a partir da troca de vivências e da pluralidade de saberes relacionados às práticas de cuidado e às diferentes formas de compreender a saúde na Amazônia.

A programação contemplou conferências, mesas de debate, rodas de conversa e apresentações culturais, reunindo pesquisadores de instituições brasileiras e representantes de comunidades tradicionais. Os debates abordaram temas como saúde coletiva, povos indígenas, racismo, gênero, políticas públicas, justiça ambiental, territorialidades, práticas tradicionais de cuidado e experiências desenvolvidas na Amazônia. 

O evento é organizado pelo Coletive de Pesquisa em Antropologia, Arte e Saúde Pública (CPaS) e é resultado do projeto-rede Cosmopolíticas do Cuidado no Fim-do-Mundo, iniciativa desenvolvida desde 2021, que articula pesquisas etnográficas, experiências territoriais e diálogos entre diferentes campos do conhecimento entre a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas e o Instituto Leônidas & Maria Deane ( Fiocruz Amazônia).

De acordo com a pró-reitora de Extensão e uma das coordenadoras do evento, professora Flávia Melo, o  Encontro reuniu pesquisadores, estudantes, ativistas e representantes de diferentes áreas para discutir temas relacionados à saúde, ao cuidado e às formas de resistência diante de diferentes contextos de vulnerabilidade. “O encontro foi uma celebração dessa rede que tem um de seus tentáculos na Ufam. O projeto é fruto de 15 anos de colaboração que o Observatório da Violência de Gênero no Amazonas mantém com José Miguel, e que hoje reúne pesquisadoras, movimentos sociais, estudantes de todos os níveis em um grande cesto de conhecimentos e experimentos que denunciam os fins do mundo em curso, mas anunciam também as possibilidades de outros mundos forjados pela criatividade e pela resistência. As outras edições do seminário aconteceram na sua sede, USP, na Faculdade de Saúde Pública, e agora acontecem na Ufam, uma convergencia de toda a atuação da rede, no Alto Solimoes, no Rio Negro e em Manaus”,detacou.

O evento conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Amazonas (Proext/Ufam), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP/CAPES), do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (PPGSP FSP/USP), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/UFAM) e da Coordenação Regional do Rio Negro da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). São parceiros do encontro as organizações O Joio e o Trigo e o Instituto de Ciências Periféricas.

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