
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recusou nesta semana a indicação do PL que pretendia emplacar Eduardo Bolsonaro como líder da minoria. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
O parecer usado por Motta sustenta que a presença física em plenário é uma obrigação constitucional do parlamentar, não podendo ser substituída por nomeações partidárias. A medida enfraquece a estratégia do PL, que tentava dar sustentação política a Eduardo Bolsonaro diante da pressão crescente por sua cassação.
A situação ocorre em meio a um ambiente de tensão entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, uma articulação atribuída ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro levou o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, a ampliar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. As restrições, baseadas na Lei Magnitsky, atingiram também a esposa do magistrado, Viviane, e uma empresa ligada à família.
Com a negativa de Hugo Motta, Eduardo Bolsonaro enfrenta um revés político que pode comprometer seu mandato, já que a lista de faltas não justificadas permanece ativa e sob análise.







