
A taxa de desemprego no Brasil se manteve em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua. É o mesmo índice do último trimestre de 2025.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa, a Pnad Contínua encontrou 5,9 milhões de pessoas em busca de trabalho.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira-feira (5/3) e mostram que o desemprego estabilizou em 5,4%. A estabilização é verificada na comparação entre o trimestre encerrado em janeiro deste ano (novembro, dezembro, janeiro) e o trimestre anterior (agosto, setembro e outubro de 2025).
Já a população desalentada (quem desistiu de procurar emprego devido à dificuldade em encontrá-lo) ficou estável alcançando 2,7 milhões, no comparativo entre os trimestres.
Informalidade e carteira assinada
A taxa de informalidade, ou seja, a proporção de trabalhadores sem carteira assinada ou sem registro, alcançou 37,5% da população ocupada no período, menor do que a observada no trimestre anterior, de 37,8%.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (excluindo-se os trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, semelhante ao verificado no trimestre anterior. Já o número de empregados sem carteira no setor privado alcançou estabilidade no trimestre, registrando 13,4 milhões.
Além disso, o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26,2 milhões, o que representa estabilidade na comparação entre os trimestres.
Serviço público
Ao considerar o trimestre anterior, houve aumento significativo de pessoas ocupadas nos grupamentos de atividade:
- informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com alta de 2,8%, ou 365 mil pessoas ocupadas a mais;
- serviços teve elevação de 3,5%, ou 185 mil pessoas ocupadas a mais.
No grupamento de indústria geral houve retração de 2,3%, ou menos 305 mil pessoas ocupadas.
A taxa de subutilização (13,8%) também ficou estável frente ao trimestre anterior, quando o índice foi de 13,9%. Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas estabilizaram em 4,5 milhões.
Rendimentos
O rendimento médio real habitual da população ocupada do país chegou a R$ 3.652, crescendo 2,8% no trimestre.
Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 370,3 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre. Com informações de Metrópoles.







