O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na estimativa nacional divulgada pelo Instituto Veritá após a conclusão de levantamentos nas 27 unidades da Federação. Segundo o relatório, Flávio alcança 43,95%, contra 41,51% de Lula, uma diferença de 2,44 pontos percentuais.

O próprio instituto, porém, faz uma ressalva importante: trata-se de uma estimativa integrada, e não de uma pesquisa nacional única ou de uma apuração eleitoral. O relatório reúne pesquisas realizadas separadamente nos estados e no Distrito Federal, com 40.500 entrevistas no conjunto, entre 4 e 12 de setembro, intervalo de confiança de 95% e margens de erro estaduais entre 2 e 3,5 pontos percentuais.

Na projeção apresentada pelo Veritá, a vantagem percentual de Flávio equivaleria a aproximadamente 3,052 milhões de votos. O relatório mostra ainda 14,54% para outros candidatos no cálculo de votos válidos ponderados.

Flávio lidera em 16 UFs; Lula, em 11

O mapa eleitoral elaborado pelo instituto mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente em 16 unidades da Federação, enquanto Lula aparece na liderança em 11. O Veritá ressalta no próprio gráfico que as lideranças estaduais devem ser interpretadas levando em consideração a margem de erro de cada pesquisa.

O desempenho regional ajuda a explicar a vantagem atribuída a Flávio na estimativa nacional. Ele aparece com 45,3% no Norte, contra 40% de Lula; 50,3% no Centro-Oeste, ante 31,5%; 44,6% no Sudeste, contra 40,5%; e 51,7% no Sul, diante de 34,3% do petista.

Lula, por sua vez, mantém sua maior vantagem no Nordeste, onde o relatório aponta 49,9%, contra 36,7% de Flávio.

Lula lidera nos nove estados do Nordeste

Apesar de avanços de Flávio em parte da região, o levantamento do Veritá mostra Lula numericamente à frente nos nove estados nordestinos.

No Ceará, incluído na etapa final do levantamento, o relatório registra 55,1% para Lula e 32,8% para Flávio, com 12,1% para outros candidatos. Portanto, esses números do PDF diferem dos 51,3% a 40,8% mencionados nas informações inicialmente divulgadas.

As maiores vantagens de Lula sobre Flávio aparecem, segundo o relatório, no Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Paraíba e Bahia. No Piauí, a diferença chega a 22,7 pontos, enquanto no Ceará alcança 22,3 pontos.

Roraima dá maior vantagem a Flávio

No sentido oposto, a maior diferença favorável a Flávio Bolsonaro aparece em Roraima, onde o candidato registra 70,2%, contra 15,7% de Lula — vantagem de 54,5 pontos percentuais.

Também aparecem entre as maiores vantagens de Flávio Rondônia, com 62% a 27,3%; Mato Grosso, com 59,3% a 25,4%; Mato Grosso do Sul, com 55,1% a 28,8%; Paraná, com 56% a 29,9%; e Santa Catarina, com 55,3% a 29,8%.

No Amazonas, Lula aparece numericamente à frente

No Amazonas, o cenário apresentado pelo instituto é mais apertado. Lula aparece com 42,3%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 40,4% e outros candidatos somam 17,3%.

No Norte, Flávio lidera numericamente no Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Lula fica à frente no Amazonas e no Pará.

Já no Sudeste, região que concentra o maior contingente eleitoral do país, Flávio aparece numericamente à frente nos quatro estados: São Paulo (43,6% a 40,2%), Rio de Janeiro (45,9% a 42,6%), Minas Gerais (45,6% a 39,5%) e Espírito Santo (45,7% a 41,5%).

Projeção estima 54,95 milhões de votos para Flávio

Além dos percentuais de votos válidos ponderados, o relatório apresenta uma projeção sobre o eleitorado das 27 UFs. Nesse cálculo, Flávio teria 54,95 milhões de votos, equivalentes a 34,82% do eleitorado total, e Lula, 51,90 milhões, ou 32,89%.

Outros candidatos somariam 18,19 milhões (11,52%), enquanto a abstenção projetada seria de 32,78 milhões (20,77%). O documento utiliza como base um eleitorado de 157.826.587 pessoas e comparecimento projetado de aproximadamente 125,04 milhões.

O cenário desenhado pelo Veritá, portanto, aponta uma eleição presidencial altamente competitiva. Embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente na estimativa integrada, o próprio documento alerta que “pesquisa não é apuração” e explica que a projeção combina levantamentos estaduais, ponderados pelo eleitorado e pela abstenção do primeiro turno de 2022.

Confira Tracking

Loader Loading...
EAD Logo Taking too long?

Reload Reload document
| Open Open in new tab
Artigo anteriorCláudio Castro confirma contato com André Mendonça sobre prisão de Sérgio Cabral
Próximo artigoRoberto Cidade encerra maratona deste final de semana pelo interior com mega carreata em Itacoatiara