
A defesa da empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva do empresário Daniel Vorcaro, se reúne nesta terça-feira (10) para tratar dos próximos passos jurídicos após o vazamento de mensagens íntimas com o dono do Banco Master.
Após as conversas do então casal serem expostas e viralizarem, Graeff contratou uma equipe jurídica comandada pelo advogado Lúcio Constantino e assessoria para lidar com a crise.
O time deve definir, além de medidas jurídicas, estratégia sobre a repercussão do caso e eventuais convites para esclarecimentos no Congresso, a exemplo da CPMI do INSS.
“A intimidade que merece ser averiguada não é a do casal, mas a do investigado com terceiros”, disse à CNN Brasil o advogado Lúcio de Constantino.
A investigação da fraude financeira de Daniel Vorcaro também levantou suspeitas sobre a relação do banqueiro com autoridades, incluindo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
De acordo com o advogado, a primeira medida foi divulgar uma nota pública destacando a grave violência contra a empresária, que há meses terminou o relacionamento com o dono do Banco Master.
O vazamento de mensagens íntimas que viraram memes nas redes sociais tem sido criticado por fontes ligadas à investigação e no STF (Supremo Tribunal Federal).
As conversas do ex-casal se tornaram públicas após o material fruto da quebra de sigilo bancário ter sido compartilhado pela PF (Polícia Federal) com a CPMI do INSS por determinação do relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça, em 20 de fevereiro.
Nesta segunda, o ministro Gilmar Mendes, decano na Corte, disse que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade” e uma “barbárie institucional” que extrapola os limites da lei e da Constituição.
Após a publicação de dados sigilosos, Mendonça determinou na sexta-feira (6) que a PF abra um inquérito para apurar o vazamento. Na decisão, o relator destacou que a eventual quebra de sigilo de dados no curso de uma investigação não torna as informações públicas.
Em nota, a PF afirmou que nenhum relatório produzido no âmbito da investigação que apura a fraude financeira do Banco Master trouxe dados que não fossem relevantes para o esclarecimento dos fatos e acrescentou que segue rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações.
A Polícia Federal também afirmou que não cabe à instituição editar conversas, selecionar trechos ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos. De acordo com a corporação, esse tipo de prática poderia violar o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos pela Constituição.
Com informações de CNN Brasil.







