
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas realizou uma fiscalização em uma área de descarte irregular de resíduos sólidos no município de Iranduba após denúncias apresentadas por vereadores da cidade. A inspeção ocorreu no Conjunto Dom Lopes, local apontado pelos parlamentares como um dos pontos utilizados para criação de novos lixões a céu aberto na região.
A ação foi motivada por uma denúncia formal encaminhada ao órgão ambiental pelos vereadores Larissa Gomes, Charles Jurandi e Nedy Júnior. Segundo eles, a prefeitura estaria promovendo o descarte de entulhos e resíduos sólidos em áreas urbanas e regiões de erosão do município, utilizando inclusive estrutura pública para a atividade.
Durante a fiscalização, técnicos do Ipaam fizeram o georreferenciamento da área para identificar os focos de descarte e levantar possíveis impactos ambientais. A medida faz parte do processo de investigação sobre possíveis crimes ambientais relacionados ao manejo irregular do lixo.
De acordo com os parlamentares, moradores vêm denunciando o aumento do acúmulo de resíduos em diferentes pontos da cidade, principalmente no Conjunto Dom Lopes e no bairro Laranjal. A preocupação envolve tanto os danos ambientais quanto os riscos à saúde pública provocados pela proliferação de lixo em áreas abertas.
A vereadora Larissa Gomes afirmou que a expectativa é que a atuação do órgão ambiental resulte em providências concretas para conter o avanço dos lixões irregulares no município.
Segundo ela, um dos problemas identificados é a utilização de áreas degradadas e de erosão para despejo de resíduos sólidos, prática que pode agravar impactos ambientais e comprometer ainda mais a estrutura urbana da cidade.
A fiscalização ocorre poucos meses após o próprio Ipaam aplicar uma multa de R$ 1,5 milhão contra a Prefeitura de Iranduba pela manutenção de um lixão a céu aberto no Ramal do Creuza, no km 6 da rodovia AM-070. Na ocasião, o órgão também determinou que o município apresentasse medidas de recuperação ambiental da área afetada.
As denúncias ampliam a pressão sobre a gestão do prefeito Augusto Ferraz, que agora deverá acompanhar os desdobramentos da apuração conduzida pelo órgão ambiental estadual.







