Beatriz Calheiro, superintendente do Iphan no Amazonas, anuncia nas redes sociais recursos para o restauro do Teatro Amazonas, que completa 129 anos

O processo de preservação de um dos patrimônios mais emblemáticos da cultura brasileira avançou com a liberação de novos recursos federais para Manaus. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com o Ministério da Cultura, destinou R$ 375 mil ao Governo do Amazonas para a elaboração do projeto técnico de restauro do Teatro Amazonas.

O valor corresponde à primeira parcela dos recursos previstos no PAC Seleções e será utilizado na fase inicial que antecede as obras físicas. Nessa etapa, equipes especializadas irão desenvolver estudos, diagnósticos e soluções técnicas para a recuperação de elementos estruturais e artísticos do edifício histórico.

Preservação de símbolos históricos

Entre os pontos que integram o projeto de restauro estão a cúpula revestida por cerâmicas esmaltadas, o pano de boca do palco e outras estruturas que compõem o conjunto arquitetônico do teatro. O objetivo é assegurar a integridade dos materiais originais e prolongar a vida útil do monumento, respeitando critérios rigorosos de conservação patrimonial.

O anúncio do repasse foi feito pela superintendente do Iphan no Amazonas, Beatriz Calheiro, em vídeo publicado nas redes sociais durante as comemorações dos 129 anos do Teatro Amazonas, celebrados no dia 31 de dezembro. Segundo ela, o recurso foi transferido ainda no primeiro semestre deste ano, permitindo o início do planejamento técnico.

Etapa fundamental antes das obras

A elaboração do projeto é considerada decisiva para o sucesso do restauro. É nessa fase que são definidas as metodologias de intervenção, os materiais adequados e as estratégias para recompor áreas afetadas pelo tempo, sempre com base em estudos científicos e históricos.

Beatriz Calheiro também esclareceu uma dúvida comum sobre a cúpula do teatro. De acordo com a superintendente, o aspecto visual atual não se trata de sujeira, mas do desgaste natural da camada protetora das cerâmicas, o que exige restauração especializada — e não simples limpeza.

Caminho para reconhecimento internacional

Além da preservação local, o Teatro Amazonas integra um processo mais amplo de valorização internacional. Junto com o Theatro da Paz, em Belém, o monumento é candidato ao título de Patrimônio Mundial da Humanidade, em um dossiê conduzido pelo Iphan e que deve avançar até 2026.

Tombado desde 1966, o Teatro Amazonas é um dos maiores legados do Ciclo da Borracha e segue como referência da arquitetura, da arte e da memória cultural brasileira, atraindo visitantes do mundo inteiro e reafirmando o papel de Manaus no cenário cultural do país.

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