O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos de contribuírem para a insegurança e o aumento das tensões no Estreito de Ormuz. Em declaração nesta segunda-feira (19), o chanceler defendeu que os conflitos na região sejam resolvidos por meio da diplomacia e pediu maior cooperação entre os países vizinhos.

As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Na ocasião, Araqchi também defendeu a criação de um acordo regional de segurança, com participação dos próprios países da região e sem a presença de forças estrangeiras.

“Saudamos qualquer iniciativa que leve à segurança a partir de dentro, sem a presença de forças estrangeiras, e consideramos que essa é a atitude correta”, afirmou o chanceler iraniano.

Ataques aumentam em meio à disputa com os Estados Unidos

As tensões no Estreito de Ormuz se intensificaram nas últimas duas semanas, com o aumento dos ataques na região. O governo iraniano afirma que suas ações são uma resposta ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos do país e ao endurecimento das sanções norte-americanas no mês passado.

A disputa preocupa a comunidade internacional devido à importância estratégica da passagem marítima, utilizada no transporte internacional de petróleo e outros produtos. A escalada militar pode ampliar os riscos à navegação e gerar impactos sobre o comércio e o mercado global de energia.

Teerã, por sua vez, sustenta que a segurança regional deve ser construída por meio da cooperação entre os países envolvidos, em vez de depender da presença militar de potências estrangeiras.

Proposta de reabertura de Ormuz continua sobre a mesa

Apesar do agravamento das tensões, Araqchi afirmou que a proposta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em um prazo de sete dias continua disponível para os Estados Unidos.

De acordo com o chanceler, caso Washington aceite as condições apresentadas por Teerã, a passagem marítima estratégica seria reaberta e as negociações seriam retomadas no sétimo dia.

A iniciativa representa uma possibilidade de retomada do diálogo entre os dois países, embora sua concretização dependa da aceitação das condições iranianas pelo governo norte-americano.

Até o momento, a proposta permanece condicionada a um entendimento entre as partes. Enquanto isso, as declarações de Araqchi reforçam a tentativa de Teerã de combinar pressão diplomática com a defesa de uma solução regional para a crise no Estreito de Ormuz.

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