
O Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar negociações com o objetivo de alcançar um acordo definitivo, afirmou nesta quinta-feira (24) o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
Segundo o chanceler, a proposta foi encaminhada aos Estados Unidos por meio de mediadores durante esta semana. Teerã exige que Washington cumpra determinadas condições para que as conversas sejam retomadas e o estreito seja reaberto. A informação também foi confirmada por relatos recentes sobre as negociações entre os dois países.
Irã estabelece condições para reabrir o estreito
Araghchi afirmou que os Estados Unidos teriam sete dias para cumprir as condições depois de aceitarem a proposta iraniana.
O ministro não detalhou todas as exigências, mas afirmou que elas estariam relacionadas ao Memorando de Entendimento de Islamabad, firmado entre os dois países em junho.
Segundo Araghchi, o entendimento incluía medidas relacionadas ao alívio de sanções, desbloqueio de ativos iranianos e interrupção de operações militares, inclusive no Líbano.
Relatos anteriores sobre a proposta indicaram que Teerã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz à redução da pressão militar americana e ao fim do bloqueio aos portos iranianos.
Teerã aguarda resposta de Washington
Araghchi afirmou que o governo iraniano aguarda uma resposta dos Estados Unidos e declarou que Teerã não está com pressa para concluir um acordo.
O ministro, no entanto, disse considerar desejável que Washington aceite as condições e que as negociações sejam retomadas antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, previstas para novembro.
As conversas entre representantes dos dois países vêm ocorrendo por meio de intermediários. Nesta semana, autoridades iranianas e americanas mantiveram contatos em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.
Estreito de Ormuz é centro da crise
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão entre Irã e Estados Unidos. A passagem marítima é estratégica para o comércio internacional de energia e, em condições normais, por ela circula uma parcela significativa do petróleo transportado por via marítima.
A proposta iraniana surge após semanas de confrontos e restrições na região, enquanto governos e mercados acompanham os esforços diplomáticos para reduzir as tensões.
Ainda não há confirmação de que os Estados Unidos tenham aceitado as condições apresentadas por Teerã.







