Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

O Irã apresentou, neste fim de semana, nova proposta aos EUA com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o atual conflito armado. O ponto central da oferta é o adiamento das discussões sobre o programa nuclear para etapa posterior, com foco inicial na estabilização militar e econômica.

Segundo fontes próximas ao assunto, essa manobra visa destravar a diplomacia, que se encontra em um impasse devido às divisões internas na liderança iraniana sobre quais concessões nucleares seriam aceitáveis. A proposta, embora pareça um caminho mais rápido para a paz, gera dilema significativo para a Casa Branca. Ao separar o fim das hostilidades da questão atômica, o Irã tenta remover o principal trunfo de Donald Trump.

O presidente americano considera o bloqueio naval e a pressão militar como ferramentas essenciais para forçar Teerã a abrir mão de seu estoque de urânio enriquecido e suspender o enriquecimento de forma permanente — objetivos que são pilares de sua estratégia de guerra. Do lado dos EUA, a resistência ao plano iraniano é evidente. Trump sinalizou, em entrevista recente, que pretende manter o cerco naval que tem asfixiado as exportações de petróleo do Irã.

Vulnerabilidade infraestrutural como ferramenta de pressão

A lógica de Washington é baseada na vulnerabilidade infraestrutural do adversário: sem poder escoar a produção, o sistema de oleodutos iraniano corre riscos técnicos graves. O presidente acredita que essa pressão extrema levará o regime a ceder em todas as frentes nas próximas semanas.

O cenário de incerteza deve ser debatido em reunião crucial, na Sala de Situação, nesta segunda-feira. Trump se reunirá com sua equipe de segurança nacional e política externa para avaliar os próximos passos e decidir se aceita a dissociação proposta por Teerã ou se mantém a estratégia de “pressão máxima”.

O encontro ocorre em um momento de alta tensão, logo após o fracasso das tentativas de mediação diplomática durante a visita do chanceler iraniano ao Paquistão.

Com informações de Metrópoles

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