Essa autorização consta em uma carta oficial e não representa uma reabertura completa da rota, mas, sim, uma flexibilização pontual para cargas consideradas essenciais.
A medida ocorre em meio a discussão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a proposta que permite o uso da força militar a fim de proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz.
O órgão adiou, para semana que vem, a votação da resolução. Proposta pelo Bahrein, a medida autoriza “todos os meios defensivos necessários” de proteção e valeria por pelo menos seis meses.
A reunião estava agendada inicialmente para essa sexta-feira (3/4). Depois foi remarcada para este sábado (4/4) em razão da Sexta-feira Santa. E acabou, mais uma vez, reagendada.
O motivo do adiamento seria a oposição de China, Rússia e França — que têm poder de veto— à autorização de qualquer uso da força na região.
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, os três países rejeitam qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, criticou a medida e afirmou que qualquer “ação provocadora” antes da votação pode piorar a guerra.
Os preços do petróleo dispararam desde o fim de fevereiro em razão do fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã. A passagem é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.
A decisão do Irã se deu antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a ameaçar e prometer um “inferno” ao país caso Ormuz não seja reaberto em 48 horas.
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno reine sobre eles. Glória a Deus”, escreveu o presidente americano.