Vista aérea de Bandar Abbas, cidade portuária iraniana no Golfo Pérsico, com vários portos e intenso tráfego de navios, no Estreito de Ormuz, no Irã • Germán Vogel/Getty Images

O embaixador de Israel nas Nações Unidas afirmou nesta quinta-feira (5) que, em poucos dias, seria muito mais difícil para o Irã interromper a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz e que o volume de mísseis disparados por Teerã já estava diminuindo.

Em declarações à imprensa nas Nações Unidas, Danny Danon pediu paciência aos israelenses e aos países vizinhos de Israel, pois era apenas uma questão de tempo até que os lançamentos de foguetes do Irã fossem minimizados e suas capacidades militares desmanteladas.

Danon disse aos repórteres que centenas de ataques contra lançadores de mísseis iranianos estavam surtindo efeito.

“No início da guerra, vimos cerca de 100 mísseis atingindo Israel. Hoje, estamos falando de talvez 20. Então, tenho certeza de que veremos essa tendência continuar”, disse ele.

“A cada dia, suas capacidades diminuem. A cada hora, nós, juntamente com os EUA, degradamos, destruímos e desmantelamos os locais de lançamento e os estoques. O volume de mísseis que eles estão disparando já está caindo, e estamos apenas no sexto dia.”

“Eles estão ficando cada vez mais fracos”, disse Danon, acrescentando que ainda não era hora de diplomacia com o Irã. “Acho que a diplomacia entrará em ação, (mas) ainda não”, disse ele.

“Temos que terminar o trabalho… Não levará meses, mas semanas ou dias, porém precisamos continuar. Precisamos continuar a insistir, a desmantelar as capacidades e, então… usar a diplomacia para garantir que eles não façam o mesmo.”

Quando os iranianos olham para o céu agora, eles só veem aeronaves israelenses e americanas, disse Danon.

“Precisamos ter paciência”, disse ele. “Deem-nos mais alguns dias e será muito, muito mais difícil para os iranianos interromperem a passagem dos navios pelo Estreito de Ormuz .”

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

Com informações de CNN Brasil.

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