
O governo de Israel proibiu o lançamento de pipas e balões por crianças palestinas na Faixa de Gaza e determinou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) adotem uma política de “tolerância zero” contra a prática.
A medida foi anunciada na segunda-feira (24) pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou que serão tomadas “medidas enérgicas” caso os lançamentos continuem em direção a assentamentos localizados no deserto de Néguev, no sul de Israel.
Em comunicado, Katz orientou as forças israelenses a tratarem pipas e balões lançados de Gaza como uma ameaça de segurança, independentemente de estarem ou não carregados com explosivos.
“Uma pipa ou balão são tratados da mesma forma que um drone, com ou sem explosivos”, afirmou o ministro.
Segundo Katz, a ordem busca impedir novos lançamentos em direção ao território israelense. O ministro não detalhou quais medidas poderão ser adotadas caso a determinação seja descumprida.
Proibição ocorre em meio a impasse nas negociações
A decisão ocorre enquanto permanecem impasses nas negociações para a implementação de um acordo de paz entre Israel e Hamas, mediado pelos Estados Unidos.
No último mês, o Hamas teria aceitado se desarmar como parte das condições para avançar à segunda etapa do plano de paz, dividido em três fases.
O governo israelense, entretanto, rejeitou retirar as tropas das FDI da Faixa de Gaza, uma das medidas previstas no acordo.
Enquanto as negociações seguem sem uma definição, Israel continua realizando operações militares no território palestino.
Ataques continuam em Gaza
Na segunda-feira (24), as FDI informaram ter realizado ataques contra mesquitas e estruturas ligadas a atividades humanitárias na Faixa de Gaza.
Segundo os militares israelenses, os locais atingidos seriam utilizados pelo Hamas para armazenar armas.
As operações, porém, continuam provocando vítimas civis no território palestino. De acordo com autoridades de saúde locais, cinco palestinos morreram em ataques aéreos em 24 de agosto, entre eles duas crianças.
O cenário ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo estabelecido entre Israel e Hamas, que permanece sob tensão diante da continuidade das operações militares e das dificuldades para avançar nas etapas previstas pelo acordo.







