A deputada estadual licenciada e titular da Secretaria de Proteção Animal do Amazonas (Sepet-AM), Joana Darc, se manifestou de forma contundente nas redes sociais neste domingo (1º) sobre a morte de duas cadelas atropeladas e mortas por uma viatura da Polícia Militar, na avenida Sávio Belota, bairro Novo Aleixo, Zona Norte de Manaus.

Em vídeo publicado após participar de uma manifestação no local do ocorrido, Joana Darc classificou o episódio como um crime de maus-tratos e afirmou que a conduta dos policiais envolvidos desonra a corporação. Para ela, o atropelamento, ocorrido em plena luz do dia, configura um assassinato de animais e exige punição exemplar.

“É revoltante que policiais militares cometam um crime de maus-tratos, um atropelamento que levou à morte desses dois animais. Quem faz isso não merece o nosso respeito. Esses policiais já foram afastados, mas nós queremos que eles sejam exonerados e punidos com o rigor da lei”, declarou.

A secretária destacou que, enquanto muitos policiais atuam diariamente no combate aos crimes contra animais, atitudes como essa mancham a imagem da instituição. Segundo ela, o governo do Amazonas está dando suporte total às investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Joana Darc informou ainda que os corpos das cadelas foram encaminhados ao Hospital Público Veterinário, onde passam por perícia. O laudo técnico deverá reforçar o processo criminal contra os responsáveis. “Estamos dando toda a munição técnica necessária para que esse crime não fique impune”, afirmou.

Em sua manifestação, a secretária também fez referência simbólica ao cão comunitário “Orelha”, lembrando que inúmeros animais sofrem e morrem diariamente vítimas de violência. “Precisamos erguer a nossa voz. Onde eu estiver, nunca vou me calar diante de crimes como esse”, reforçou.

Ao final, Joana Darc reiterou que a existência da Secretaria de Proteção Animal, do Hospital Público Veterinário e de políticas como os castramóveis demonstram que o Estado não compactua com maus-tratos. “Vamos à luta. Esses policiais devem ser exonerados. Justiça pelos animais”, concluiu.

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