Gretchen Powers

A estrela americana do esqui cross-country Jessie Diggins protagonizou um dos momentos mais emocionantes e dolorosos dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Competindo com costelas fraturadas após uma queda na prova de skiathlon no último domingo (8/2), a atleta de 34 anos superou a dor intensa, cruzou a linha de chegada da prova feminina de 10 km em técnica livre em terceiro lugar. Após o resultado, ela desabou no chão chorando.

O bronze conquistado por Diggins veio com tempo de 23:38.9, ficando atrás apenas das suecas Frida Karlsson (ouro) e Ebba Andersson (prata), que dominaram o pódio. A americana é a atual líder da Copa do Mundo da modalidade e uma das maiores nomes da história do esqui cross-country dos EUA.

Ela disputou a sua última Olimpíada e superou a lesão nas costelas, especialmente no impulso duplo com os bastões, movimento que agrava a dor.

Após a prova, realizada no estádio de esqui cross-country de Tesero, no Vale di Fiemme (Itália), Diggins caiu de joelhos na neve, visivelmente em sofrimento, gemendo e chorando enquanto recebia atendimento médico imediato.

O bronze é a quarta medalha olímpica na carreira de Diggins, a terceira em Jogos consecutivos. Ela conta com um ouro no revezamento em PyeongChang 2018 e consolidou seu legado como a esquiadora de cross-country mais condecorada dos Estados Unidos.

No Brasil, as representantes Bruna Moura e Eduarda Ribera competiram na mesma prova, mas ficaram distantes do pelotão da frente: Bruna terminou em 99º lugar, enquanto Eduarda não concluiu a disputa.

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