
O técnico Jorge Jesus, atualmente à frente da seleção de Portugal e com passagem de destaque pelo Flamengo entre 2019 e 2020, criticou a decisão de reduzir gradualmente o número de jogadores estrangeiros permitidos por partida no futebol brasileiro.
A declaração foi dada neste sábado (26), durante entrevista coletiva em Portugal, na véspera do confronto contra a Noruega pela Liga das Nações. Para o treinador, a mudança não será suficiente para melhorar a qualidade dos jogadores brasileiros.
“Não é o fato de reduzir o número de nove para cinco jogadores que vai melhorar o futebol brasileiro. O problema é a formação, é a qualidade da formação e a calendarização”, afirmou Jesus.
Jorge Jesus cita futebol português
Durante a coletiva, o treinador utilizou Portugal como exemplo para defender sua avaliação. Segundo ele, o país europeu permite que um time entre em campo com 11 jogadores estrangeiros, sem que isso impeça a formação de atletas locais.
Jesus afirmou que Portugal está entre os países que mais desenvolvem jogadores e voltou a apontar a qualidade das categorias de base e o calendário de competições como fatores determinantes para o surgimento de novos talentos.
Técnico defende manutenção dos Estaduais
Jorge Jesus também se posicionou a favor da continuidade dos Campeonatos Estaduais. Para ele, as competições regionais têm importância no processo de desenvolvimento dos atletas que surgem no futebol brasileiro.
“Espero que eles não acabem com os campeonatos estaduais, porque isso é um dos segredos do crescimento do jogador brasileiro.”
O treinador também afirmou que o Brasil possui uma boa estrutura de calendário, mas que o potencial das competições não é aproveitado da melhor maneira.
CBF aprovou redução gradual de estrangeiros
A mudança foi aprovada pela CBF e pelos clubes das Séries A e B em reunião realizada na segunda-feira (21). Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida.
A regra prevê uma redução progressiva: o limite cairá para oito atletas em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030. A entidade informou que a medida faz parte de mudanças nas regras de inscrição e busca ampliar o espaço para jogadores mais jovens formados no Brasil.







