O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ex-candidato a vice-prefeito na chapa Marcelo Ramos (PR), deputado Josué Neto (PSD), mesmo derrotado em eleição de segundo turno, ocorrida, domingo, 30, continua firme e forme de pés grudados no palanque.
E o que é pior: amargurado com o resultado do pleito que deu ao prefeito e então candidato Arthur Neto (PSDB) quase 60% dos votos válidos contabilizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE)
Josué Neto, que na primeira tentativa de chegar ao executivo municipal amargou, como o seu pai, radialista Josué Filho, derrotado por Gilberto Mestrinho na disputa para o governo do estado, fragorosa derrota, deveria lembrar que agora é hora de aparar as arestas, sair da defensiva e começar a pensar em trabalhar e honrar o salário que lhe é pago pelo povo para cuidar dos interesses da sociedade.
"A Maus Caminhos", por exemplo, que na sua origem tem a radiografia das impressões digitais do senador Omar Aziz e do governador José Melo, até o momento não mereceu uma única palavra do deputado-presidente da Aleam.
O escândalo – aquele que ficou conhecido como Maus Caminhos, que desviou da saúde do estado R$ 115 milhões, sob a tutela de Mouhamed Murad -, está longe de ser investigado pela Aleam comandada por Josué Neto e Belão, o deputado vice-presidente daquele poder.
E pelo andar da carruagem podem até tirar o cavalinho da chuva porque CPI da Maus Caminhos não sai. Senão já teria assinado e aceito do pedido de instalação.
Em vez disso prefere a futrica que em nada contribui para recuperar prestígio do órgão que dirige, tirando-o da lama da imoralidade política e administrativa de tantos escândalos que o levaram ao atoleiro da indecência pública.
"Espero que todas as ações de asfaltamento e outras obras iniciadas em toda a cidade, durante o período eleitoral, permaneçam no mesmo ritmo nos próximos quatro anos", esse foi o tom do discurso de Josué na manhã de segunda-feira, 31. E nada de CPI.
“Muita gente resolveu votar no candidato reeleito porque recebeu, nesses últimos dias, esses investimentos, como asfalto, iluminação. Pessoas que viram que nesses últimos 60 dias a qualidade da merenda escolar melhorar. Desejamos que isso continue nos próximos quatro anos”, continuou o presidente da Aleam sem reservar uma única palavra sobre o escândalo que decretou a falência da saúde em todo o estado o Amazonas.







