A defesa reagiu e passou a contestar a condução da acusação, alegando que parte das questões levantadas não constava nos autos. Em meio à discussão, advogados chegaram a deixar a sessão, o que contribuiu para a interrupção definitiva do julgamento. Com o impasse, o júri foi encerrado sem conclusão. O Tribunal de Justiça de São Paulo deverá designar uma nova data para a realização do julgamento.
Julgamento começou nesta segunda
O julgamento dos três policiais militares acusados de participar da execução de Gritzbach começou nesta segunda-feira no Tribunal do Júri de Guarulhos, com sessão que deveria durar até sexta-feira (26/6).
Gritzbach foi morto em 8 de novembro de 2024 na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, após voltar de uma viagem a Alagoas. Ele caminhava ao lado da namorada e de seguranças quando foi alvo de 10 disparos de fuzil. O crime ocorreu dias após o corretor iniciar delações sobre o envolvimento de policiais com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a acusação, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues teriam sido os atiradores que desceram de um Volkswagen Gol e fuzilaram Gritzbach diante de dezenas de testemunhas, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Já o tenente Fernando Genauro da Silva é apontado como o motorista que teria levado os executores até o aeroporto e ajudado na fuga após o crime.
Na prática, os jurados terão de decidir se os três participaram de uma execução planejada contra o delator. A acusação sustenta que o crime teve motivo torpe, colocou outras pessoas em risco, dificultou a defesa das vítimas e envolveu fuzis, que são armas de uso restrito.
O júri é composto por quatro homens e três mulheres. Pela manhã, três testemunhas já foram ouvidas: William Souza Santos e Samara Lima, que foram baleados no dia da execução de Gritzbach, e Simone Dionísio Novais, esposa do Celso Novais, que morreu após ser atingido pelos disparos.